15/04/2008

Papo cabeça com Dolmancé

– Comi o Pixel mesmo! Pô, depois que a parvovirose o matou, deixando-o com a bunda endurecida, ainda mais na minha posição preferida, queria que eu fizesse o quê?

– Você é doente.

– Doente? Pô, eu já cheguei a enrabar minha mãe, viva, que mal há em trepar com um filhote vira-lata, morto? Sabe, bicho, você escolhe demais, por isso não come ninguém.

– Argh. Você me dá nojo! Blergh.

– Enojante é sua ranhetice. E aviso: se você morrer na minha frente, não só lhe curro, como também vendo seu corpo pro primeiro padre que me abordar.

– Você não presta!

– Nah. Desde quando prometi uma conduta condizente com seu pleito religioso*? (...) Deixa de ser presunçoso!

– Isso não é papel de homem, seu...!

– Hilário. Você agora tem coragem de se considerar um homem? Hahaha. Ora, pra você se tornar uma mulher completa, só lhe falta uma pica, caralho! Quer saber: considero macho apenas quem fode a própria mãe. Todos fodem; raro quem o admite; nunca ninguém pôs camisinha. E só não o faço mais porque aquela boneca inflável ainda goza absurdos.

– Vou embora. Não dá pra falar sério contigo. (...) Procura uma puta ou, sei lá. Tem tanta gostosa dando sopa por aí!

– Querido: não priorizo mulheres nem fadas. Faço sexo com toda criatura, preferencialmente morta, detentora de um cu. E saliento: por que fazer tanta apologia das vagabundas? Todas fêmeas, sem exceção, têm encanto. Conheço um método capaz de embelezar quaisquer mulheres.

– Bebida?

– Não. Carência.

– Pensei que fosse apontar “o amor”.

– Amor? Jamais. Hitler amou. Não sou nazista, Dolmancé.
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* De bom tom ressaltar o seguinte: toda teia moral, toda rachadura social e toda goteira política desembocam na religiosidade; logo, a vasta lambança religiosa, unindo estes "três poderes" sintetiza, idoneamente, tudo isso. Todos os feitos humanos vão ao encontro direto (e marcado) dos interesses duma determinada religião. Ela conduz os interesses estatais, intromete no conceito de moral e ética, manipula o processo educacional, aleija as relações de consumo, crucifica o livre pensamento, esquarteja a cultura e a arte (e até envenena a culinária). A ação duma religião, ainda mais aquela oficialmente organizada, posta tradicional, confunde-se com o modelo estatal imposto e atua facilmente, pois, por intermédio do Poder Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Ela tem o poder de determinar ou modificar valores em todas as esferas, sempre em conformidade com o que lhe apetece. Suas benesses, as quais pousam sobre a inteligência espiritual do "povo fiel", geram uma invariável intolerância por parte de um "povo fiel" em relação aos fiéis doutra religião e vice-versa, sendo assim, a escolha pela "outra" culmina na infidelidade, só não maior que a daqueles que abolem a fidelidade a qualquer instituto religioso. Ou seja: a fidelidade [religiosa] nada mais é que uma devastadora ilusão, sobretudo ingênua, pois se eu milito numa religião, só posso ser fiel a esta e, inevitavelmente, oponho-me a outra, ao excluí-la; logo, convém concluir que todos, religiosos ou não, são condenados à infidelidade.

9 comentários:

L. Rafael Nolli disse...

Essa é a famosa política: "eu chuto cachorro morto" muito em voga no seio da sociedade_______. Nem rola morrer aí. O meu maior medo, mesmo, é ser vendido para um padre. Ficar na geladeira servindo de sobremesa às hóstias São Franciso - qualidade não é apenas um produto da FÁBRICA DE HÓSTIAS SÃO FRANCISCO, mas todo um processo presente nas etapas da produção e completa-se na análise dos produtos finais. Na área industrial a empresa conta com sistemas de pesagem, medição, garantindo maior precisão e segurança. Para obter o alto controle de qualidade durante todo o processo produtivo, possui instalações sofisticada,limpas e bem aparelhadas.

Tem nego que vai xiar com esse conto. Espera para ver.

Nana Magalhães disse...

eu adoraria ser comida depois de morta! hahaha
'que delícia, rapaz!'
pensei que fosse pra mim.
tsc.

Tâmara disse...

Puta que me pariu três vezes. E VIva!

hahahaha

Dizer o que?

Show!
Show!
Show!
Show!

Maria disse...

Rafael...nunca pensei sobre isso antes...é claro...uma fábrica de hóstias...nada mais bizarro...bom argumento pra um curta...
Ainda mais este saboroso "prato" aqui oferecido pelo nosso anfitrião...Cadaver Exquis.

Ricardo...beijo

SAMANTHA ABREU disse...

AAHHHHH,
Eu diria que 'o que importa mesmo é a sacanagem'. Mas com cachorro não, porque tenho dó, tadinhos!
E tem outra... cachorro por cachorro, come-se um morto qquer, qquer morto. E, saiba, vai estar cheio (assim ó...!) de garotas, vagabundas ou não, bundas ou sim, encantadas, fadas ou rampeiras (rs) produzidas, fingindo-se de mortas.
HÁ! Fingindo-se de mortas...

mas é como eu disse: no final, o que importa, mesmo, é a sacanagem.

Saudade que eu tava...
Um beijo,
té já.

Cássio Amaral disse...

VOU DORMIR DE CALÇA TODA NOITE. HEHEHEHEHEHEHEEHE........

BêbÉT/Ocica's disse...

caralhOO!
o amor é foda..
não é morte..!
hahahhaa
fudido!

Anônimo disse...

Dolmancè bem que mereceu.

Anônimo disse...

Pelo rtrovisor se v^o boquejo de um nartfolhado extrmado comprdor. Moribundo. Nada se avnça quando se etá ntre duas dentaduras, a de cima e a de baixo. Para iso existem o chiclete e a dnça das amapolas